sábado, 9 de janeiro de 2016

Ouro de tolo!

"Ao pedir um sinal, você precisa estar aberto para qualquer resposta, mesmo não sendo a que você deseja."



     Quando era adolescente, muitas vezes ouvi a frase: "_ Cuidado com o ouro dos tolos". Ela era muito comum em  nosso meio, devido a uma novela que estava passando, na qual o enredo tinha como pano de fundo um garimpo.  Lembro-me de uma cena em que um garimpeiro,  ao encontrar uma pirita ( nome científico dessa pedra) saiu dizendo a todos que estava rico. A família agregava-se ao redor dele e comemorava a descoberta. Alguém mais conhecedor disse-lhe que ele havia encontrado o 'ouro dos tolos', porque a pirita parece com ouro devido à cor amarelada que possui.

     O que me chama a atenção nessa história é que, em nossa vida, deparamo-nos, não poucas vezes, com pedras assim e, felizes, compactuamos com todos a nossa descoberta. Alguns são alertados logo no começo de que têm em mãos "o ouro dos tolos", outros caminham enganados por um longo tempo ou recusam-se a perceber que têm consigo uma pirita e não uma pedra valiosa. Essa confusão dá-se porque, na pirita, dependendo do tamanho dela, pode-se  sim haver uma parcela significativa de ouro, daí porque prosseguimos agarrados a essa pedra que, simbolicamente, poderíamos chamá-la de uma falsa ilusão.

      Que estrago uma falsa ilusão pode fazer em nossas vidas! Mas ninguém está livre de tê-la. Você pensa que está de posse de um tesouro e começa a organizar sua vida em torno dele. Projeta sonhos, faz planos e a alegria torna-se perceptível a todos. Pena que seja uma alegria passageira, massacrante, que trará mais estragos do que bênçãos.

      Aplicando isso à nossa vida espiritual, podemos falar das vezes em que achamos que fomos agraciados por Deus com algo e, de repente, a decepção nos faz acordar e perceber que fomos, na verdade, vítimas de uma cilada do inimigo de nossas almas. Quando temos um tesouro, costumamos deixar o nosso coração guardado com ele. É aí que reside o grande perigo, pois as coisas do coração costumam mexer com os nossos sentimentos, gerando muitas vezes  um esfriamento espiritual. Tudo que aquilo que nos afasta de Deus, de seus propósitos e de seus santos caminhos é como um falso ouro que nos ilude e nos leva a grandes quedas, grandes decepções e que  nem sempre são superadas. Às vezes, conseguimos reerguermo-nos dos tombos, mas muitos ainda estão prostrados à beira do caminho, porque ainda não conseguiram assimilar a perda ou o engano.  Por isso, de forma insana, ainda estão agarrados ao falso ouro e são vistos por muitos como grandes tolos. Que Deus tenha misericórdia para que nunca confundamos o ouro verdadeiro do ouro dos tolos.
  
Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Jeremias 17:9

Suerbene Paulino

Deus é fiel!



Ainda antes que houvesse dia, Eu Sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá? Isaías 43:13

 



       Em um mundo que jaz no maligno, lugar cada vez mais degradado e perverso, segurar-se a promessas assim faz toda a diferença na vida de quem crê em Deus. Olhamos nossos semelhantes e percebemos o quanto o ser humano anda longe dos propósitos divinos. Por isso crê que há uma mão potente regendo a nossa vida, far-nos-á acreditar no impossível e evocar milagres.
      Ninguém está seguro. Os nossos melhores amigos nos traem, nossos familiares muitas vezes nos viram as costas, somos atingidos todos os dias por palavras torpes e setas malignas que tentam nos roubar a fé que "uma vez foi entregue aos santos"Jd. 1,3. São em horas assim que não devemos nos esquecer dessa palavra: DEUS É FIEL!
      Sim, Ele é fiel quando tudo parece está contrário. Sua fidelidade é o horizonte que buscamos, a bússola da qual necessitamos para nos guiar neste mundo de trevas, maldade e traições. As ondas da vida agigantam-se e, nessas horas, sucumbimos com a dor; mas, do ventre da terra, na mais profunda escuridão, quando a desolação muitas vezes é nossa companheira, erga-se e tome posse  desta palavra: Deus é fiel!
       Os planos do Senhor para nossas vidas são os melhores. Tudo, no final, culminará para a sua vontade soberana, porque Ele sempre foi, é e continuará sendo FIEL!

Sue Paulino

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada.


Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada. Provérbios 31:30

            O sábio Salomão, com inspiração divina, deixou registrado tão grande ensinamento. Louvor, ser louvada, numa tradução mais direta, elogiada. Quem não gosta de elogios? Nos dias atuais, nós, mulheres, temos feito de tudo para nos enquadrarmos no perfil social elogiável e aceitável. Muitas mulheres fazem verdadeiras loucuras, deixando de lado todo senso.
            Buscar elogios, ainda que inconsciente, buscar aprovação das pessoas, principalmente na aparência, são atitudes comuns ao universo feminino. Pensemos nos dias atuais... Maquiagem, roupas, quanto mais  sensuais melhores, acessórios variados, joias, saltos, tudo é um leque sem fim.
            Com as conquistas alcançadas nas últimas décadas, nós temos nos “precipitados” numa falsa liberdade que  nos corrompe e afasta de Deus. Beber a ponto de embriagar-se e perder a compostura, andar sem pudor, evocando a sensualidade, quanto mais pornográfica for a roupa mais adequada “parece” ser na visão da sociedade. Danças sensuais, com melodias que, muitas vezes, deprecia a mulher, vícios  variados, muito beijo na boca, troca de namorados, nada é recriminável, tudo é permitido.
            Tiraram toda a nossa compostura. Andar quase sem roupa na rua, na escola, na igreja é ser moderno. Trocar de parceiros sempre que acharmos necessários também,  afinal a “fila anda e  o corpo é nosso, façamos dele o que acharmos melhor. Somos mulheres bem resolvidas, não dependemos de homem algum, não é mesmo? Abaixo as represálias.”
            Mas e Deus? Onde ele entra nessa nossa história de tudo ser permitido? “Ah, mas Ele quer apenas o nosso coração. Não fazemos mal a ninguém, vivemos nossa vida, é o que basta”. Será que é assim mesmo? Como sabemos se estamos agradando a Deus, se nem mesmo conhecemos a  vontade dEle?
            Não são as pessoas, as diversas denominações cristãs ou não-cristãs, o personal style,   a moda, os tempos modernos, a amiga cheia de boas intenções, enfim, todos esses que devem nos dizer o que fica “legal” fazermos ou usarmos; mas nossa consciência em parceria com Deus. “Mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada”. Eis uma receita entre tantas que a Bíblia nos oferece. Citarei mais algumas:

Mas, como é santo aquele que vos  chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; 1 Pedro 1:15.
Portanto santificai-vos, e sede  santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus. Levítico 20:7
Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus; Colossenses 1:10
Considerando a vossa vida casta, em temor. 1 Pedro 3:2.
A mulher graciosa guarda a honra como os violentos guardam as riquezas. Provérbios 11:16
Como joia de ouro no focinho de uma porca, assim é a mulher formosa que não tem discrição. Provérbios 11:22
Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.Provérbios 7:2

Ser elogiada por Deus é o que deveria estar no coração de toda mulher que teme (de verdade) ao Senhor. Ser louvada por Ele deveria ser o desejo de toda mulher que, de fato, diz  amá-lo e servi-lo.
Que Deus nos ajude a conhecer a sua verdadeira vontade, pois “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Jeremias 17:9”.

Sue Paulino

                      

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

"Por que existem tantas interpretações Cristãs diferentes?"

www.GotQuestions.org/Portugues
Resposta: A Bíblia diz que “há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4:5). Essa passagem enfatiza a união que deve existir no Corpo de Cristo, já que somos todos habitados por “um Espírito” (versículo 4). No versículo 2, Paulo faz um apelo por humildade, mansidão, longanimidade e amor – os quais são todos necessários para preservar a união. De acordo com 1 Coríntios 2:10-13, o Espírito Santo conhece as coisas de Deus (versículo 11), as quais Ele revela (versículo 10) e ensina (versículo 13) àqueles em quem Ele habita. Essa atividade do Espírito Santo é chamada de iluminação.

Em um mundo perfeito, todo Cristão deve estudar a Bíblia fielmente (2 Timóteo 2:5), orando sempre e dependendo da iluminação do Espírito Santo. No entanto, não vivemos em um mundo perfeito. Nem todo mundo que possui o Espírito Santo na verdade escuta o Espírito Santo. Há Cristãos que O entristecem (Efésios 4:30). Pergunte a qualquer educador – até mesmo o melhor professor tem alunos impertinentes que ficam resistindo aprender, não importando o que o professor faça. Então, um motivo pelo qual pessoas diferentes têm interpretações diferentes da Bíblia é que elas simplesmente não escutam ao Professor. Veja a seguir alguns outros motivos para a grande divergência de crenças entre aqueles que ensinam a Bíblia:

1. Incredulidade. O fato é que muitos que clamam ser Cristãos nunca nasceram de novo. Eles usam o rótulo de “Cristão”, mas nunca houve mudança verdadeira no coração. Muitos ousam ensinar a Bíblia, mas nem acreditam que a Bíblia é verdade. Eles dizem que falam por Deus, mas vivem em um estado de descrença. A maioria das interpretações falsas vêm de tais fontes.

É impossível para um incrédulo interpretar as Escrituras corretamente. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus..... e não pode entendê-las” (1 Coríntios 2:14). Um homem que não é salvo (alguém que não tem o Espírito Santo) não pode entender a verdade da Bíblia. Ele não tem nenhuma iluminação. Além disso, ser um pastor ou teólogo não garante a sua salvação.

Um exemplo de caos criado por descrença é encontrado em João 12:28-29. Jesus ora ao Pai, dizendo: “Pai, glorifica o teu nome”. O Pai responde com uma voz audível do céu, que todo mundo que lá estava escutou. Note, no entanto, a diferença em interpretação: “A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: ‘Foi um anjo que lhe falou.’” Todo mundo escutou a mesma coisa - uma declaração inteligível do céu – mas todo mundo ouviu apenas o que queria ouvir.

2. Falta de preparação. O Apóstolo Pedro nos adverte contra aqueles que “deturpam (interpretam de modo incorreto)” as Escrituras. Ele atribui seus ensinamentos falsificados, em parte, ao fato de que são “ignorantes” (2 Pedro 3:16). Timóteo foi encorajado a “apresentar-te a Deus aprovado” (2 Timóteo 2:15). Não há nenhum atalho para uma boa interpretação bíblica; temos que estudar.

3. Hermenêutica pobre. Muito erro tem sido promulgado por causa de uma simples falha de utilizar boa hermenêutica (a ciência de interpretar as Escrituras). Tirar um verso do seu contexto imediato pode causar grande dano à intenção do versículo. Ignorar o contexto de um capítulo ou livro onde o versículo é encontrado, ou falha em entender o contexto histórico e cultural também podem causar problemas. 

4. Ignorância da Palavra de Deus como um todo. Apolo era um pregador poderoso e articulado, mas ele só conhecia o batismo de João. Ele não conhecia a Jesus e Sua provisão de salvação, por isso sua mensagem era incompleta. Áquila e Priscila “tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus” (Atos 18:24-28). Depois disso, Apolo pregou Jesus Cristo. Alguns grupos e indivíduos de hoje têm uma mensagem incompleta porque eles se concentram em certas passagens e excluem outras. Eles falham em comparar Escritura com Escritura. 

5. Egoísmo e orgulho. Triste dizer que muitas interpretações da Bíblia são baseadas nas inclinações pessoais de certas pessoas ou suas doutrinas preferidas. Algumas pessoas vêem a oportunidade de avanço pessoal ao promover uma “nova perspectiva” da Bíblia. Veja a descrição de mestres falsos na epístola de Judas. 

6. Fracasso para amadurecer. Quando Cristãos não estão amadurecendo do jeito que deveriam, o jeito que manejam a Palavra de Deus é afetado. “Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido.... porque ainda sois carnais” (1 Coríntios 3:2-3). Um Cristão imaturo não está pronto para o “alimento mais sólido” da Palavra de Deus. Note que a prova da carnalidade da igreja de Corinto é a divisão em sua igreja (versículo 4).

7. Ênfase exagerada em tradição. Algumas igrejas clamam crer na Bíblia, mas sua interpretação é sempre filtrada pela tradição já estabelecida da sua igreja. Quando a tradição e ensino da Bíblia estão em conflito, tradição acaba tendo precedência. Isso efetivamente nega a autoridade da Palavra e concede supremacia à liderança da igreja.

Nos assuntos básicos, a Bíblia é bastante clara. Não há nada ambíguo sobre a divindade de Cristo, a realidade de céu e inferno, a salvação pela graça através da fé. Em alguns assuntos de menos importância, no entanto, a instrução das Escrituras é menos clara, e isso naturalmente acaba levando a interpretações diferentes. Por exemplo, não temos nenhum comando bíblico direto quanto à frequência da comunhão, estrutura do governo da igreja ou que estilo de música usar. Cristãos honestos e sinceros podem ter interpretações diferentes das passagens que se dirigem a esse assuntos periféricos.

O mais importante é ser dogmático onde a Bíblia é dogmática e evitar ser dogmático onde a Bíblia não é. As igrejas devem tentar seguir o modelo deixado pela igreja primitiva de Jerusalém: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2:42). Havia união na igreja primitiva porque eles perseveraram na doutrina dos apóstolos. Haverá união novamente na igreja quando voltarmos à doutrina dos apóstolos e abrirmos mão das outras doutrinas, modas e influências que infiltraram a igreja.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A Escolha é sua



“Mas, se vos parece mal ao servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” Josué 24:15

Hoje levantei mais cedo que o habitual e no chuveiro fiquei pensando nas coisas que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite, afinal de contas o dia tem 24 horas para todos. Então comecei a orar assim: ...”Senhor, sei que é minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje”...
Posso reclamar porque está chovendo, ou agradecer as águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro, ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde, ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria, ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar, ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico, ou agradecer a Deus por ter um teto que abrigue minha família e meus pertences. Posso lamentar decepções com amigos, ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia esta na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma ao meu dia. Onde tudo depende só da minha escolha em forma de oração.
Desejo a você e que sua escolha seja a melhor de todas, que seu dia seja o melhor que você já viveu, que sua semana seja espetacular, porque você merece.


Pr. João Rodrigues & Pra. Izabel Gouveia

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Desafio final


“O último inimigo a ser destruído é a morte.” 1 Coríntios 15:26.

Inimigos devem ser enfrentados. O conceito geral de inimigo é de alguém se põe contra nós, não apenas de algo que não podemos vencer (isso seria um desafio). Se a morte é um desafio podemos ir levando a vida, um dia de cada vez, esperando o dia do encontro com ela e ver o que acontece. Mas não é isso que este texto diz. A morte é um inimigo que corre na nossa direção o tempo todo. A chance que temos de não terminar um dia vivo, é algo real e concreto, independentemente de onde ou como vivamos. Não é preciso ter medo da morte, mas é preciso entender claramente que não é meramente um desafio a ser ultrapassado.

Contudo, o texto diz que é um inimigo a ser destruído, o que nos leva a crer que não apenas não devemos temê-la, como ainda devemos ter certeza que ela será destruída. Vencer um inimigo pode significar colocá-lo para correr, expulsá-lo de algum lugar ou, até mesmo, nocauteá-lo. Não é o caso da morte, que não será derrotada, expulsa, humilhada ou nocauteada - será destruída, deixará de existir, sumirá.

A maioria das pessoas tem medo de morrer e admito que considero isso bem normal, afinal de contas, é um desconhecido. MAS a nós, em quem habita o Espírito Santo do Deus Vivo, cabe entender e viver de tal modo que a morte seja apenas uma batalha em meio a tantas outras - a última neste mundo - cuja vitória está decretada. Não tema a morte, meu querido leitor, mas creia Naquele que prometeu que voltará e a destruirá. Creia que Ele prometeu isso e que é fiel e verdadeiro; não vai desapontá-lo nem deixá-lo na mão.

Uma coisa é ter respeito por um inimigo; outra é temê-lo. Ele será destruído e não se terá mais dele notícia. Eu vivo esta certeza e esperança, e te convido a entregar seu coração ao Senhor para crer também.

"Pai, em nome de Jesus tira de mim o medo da morte e me dá, no lugar disso, uma profunda certeza de que o Senhor é dono de tudo e há de destruir a morte no devido tempo."

Pr. João Rodrigues & Pra. Izabel Gouveia

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Fé ou teimosia

 


Dois conceitos aparentemente semelhantes, mas com motivações e resultados muito diferentes. Nossa base bíblica está no livro do profeta Jeremias, englobando toda sua trajetória de relacionamento e desfecho com os líderes de Judá. Evidenciando que a diferença entre fé e teimosia reside na motivação e no propósito por trás de cada comportamento.

O que é fé?

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Pois foi por meio dela que os antigos receberam bom testemunho.” Heb. 11:1,2.

A fé, neste sentido, é descrita como a base ou alicerce que dá sustentação à esperança nas coisas que ainda não se manifestaram. É o fundamento sobre o qual nós, cristãos, construímos toda a confiança em Deus, na certeza de que Ele tem o controle de tudo em suas mãos.

A fé em Deus é vista como uma convicção interna tão forte que permite às pessoas viverem e agirem com confiança, mesmo sem evidência física ou visual. A fé, além de ser uma disposição interna da vontade do ser humano, é também um dom do Espírito Santo.


O que é teimosia?

A teimosia é uma determinação inflexível de manter uma opinião, um plano ou uma linha de ação, apesar de razões ou argumentos contrários. Embora possa ser admirada como uma forma de resiliência, a teimosia também pode levar a consequências negativas. Muitas vezes perseguimos coisas que nos prejudicam, mesmo acreditando que é uma questão de fé, e insistimos que Deus pode realizar tudo, mas Ele sabe o que é melhor para nós. Por isso, muitas vezes não recebemos o que pedimos. Tiago 4:3 diz: "Quando pedem, não recebem, pois pedem com motivos errados, para satisfazer seus próprios prazeres.”

"Quem professa fé em Deus e se entrega à Sua vontade tem motivos para ser grato, mesmo quando as expectativas não são atendidas. Tal gratidão é um verdadeiro sinal de fé, pois confia na sabedoria e orientação divina, entendendo que o não dEle é também uma forma de amor e proteção, e que age na vida dos seus com propósitos. Conforme expresso em Romanos 8:28,
Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.



A insistência pode até nos encaminhar a possuir algo ou a realizar desejos, levando-nos, muitas vezes, a passarmos por cima da ética, destruindo a moral e os bons costumes, apenas com a desculpa de que "Deus pode fazer". Entretanto, o desfecho não será agradável e permanente.

A Bíblia é rica em histórias que ilustram a fé, assim como episódios que destacam a teimosia. Esses exemplos bíblicos são valiosos, oferecendo-nos lições sobre comportamentos e atitudes que devemos adotar ou evitar. Ao estudar esses relatos, podemos discernir quais ações são dignas de serem copiadas e quais devem ser rejeitadas, moldando assim nossa compreensão e prática da fé.

O livro de Jeremias nos apresenta um panorama da resistência encontrada pelo profeta, ao enfrentar a obstinação de líderes religiosos, reis e cidadãos comuns. Eles confrontaram Jeremias mesmo diante de suas advertências sobre a devastação iminente de Judá pelas forças da Babilônia.

Por décadas, Deus usou seus profetas alertando-os sobre o juízo que cairia sobre todos, devido à desobediência generalizada.

Eram muitos pecados cometidos que iam desde a adoração a deuses estranhos e pagãos a sacrifícios de crianças a Moloque. Um ídolo terrível que se satisfazia com sacrifício de criancinhas jogadas em seu ventre em chamas.

Jer. 6.13 também repreende a institucionalização da avareza e mentira, dizendo:

“Desde o menor até o maior, todos são gananciosos; profetas e sacerdotes igualmente, todos praticam o engano.”

Mesmo com o coração contra Deus e seus estatutos, o povo acreditava que seria beneficiado pelo Senhor, ao teimar em estar em guerra contra a Babilônia, resistindo-lhe e afirmando que Deus o livraria.

A alguém desatento, isso pareceria fé, mas aos olhos de pessoas que conhecem verdadeiramente a palavra de Deus, não passa de teimosia.

Há uma linha tênue entre fé e teimosia.

Por isso devemos ter cuidado e buscarmos discernimento para não incorrermos no pecado também da porfia, descrito em 1 Sm. 15:23 como pecado de iniquidade e idolatria.

Jeremias pedia algo absurdo aos olhos do rei e sacerdotes: a rendição de Judá, visto que Deus já havia dado o veredito à nação. Não sendo coisa decidida de sobressalto, tampouco era a desculpa de um Deus fraco, mas algo profetizado reiteradas vezes por décadas através de outros profetas.

Deus havia dado muitas chances à nação de Judá, inclusive dando-lhe um exemplo retumbante, quando permitiu que Israel, o reino do Sul, sucumbisse ao poderio dos Assírios.

Mas Judá resistia a despeito de qualquer apelo do profeta Jeremias. Embora não faltassem falsos profetas para dizerem a todos que o jugo seria desfeito.

Jer.6. 14 diz:

Eles tratam da ferida do meu povo como se não fosse grave. ‘Paz, paz’, dizem, quando não há paz alguma.

O profeta Hananias, de Gibeom, chegou a falar no templo, na presença dos sacerdotes e de todo o povo, dizendo:
Assim fala o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Eu quebrei o jugo do rei da babilônia.
Depois de passados dois anos completos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da casa do SENHOR, que deste lugar tomou Nabucodonosor, rei de babilônia, levando-os à babilônia. Jer. 28. 2,3.

Esse tipo de profecia que aparentemente honra a fé das pessoas, mas não prega contra a maldade e desobediência delas, não sai do coração de Deus.

Jeremias 6.15, Nos faz entender que pecavam deliberadamente e nem vergonha ou remorsos sentiam.

A Bíblia atesta e valida a mensagem e caráter de profetas como Isaías, Jeremias, Ezequiel, Miquéias, Oséas, João Batista, entre outros. Nesses exemplos, é possível entendermos como age Deus em relação ao povo em desobediência e como determina que andem em suas leis e estatutos.

As mensagens bíblicas não exaltam os homens como: vou te colocar no pódio, vc vai brilhar, todos vão ver que vou te exaltar, isso só para citar algumas coisas que vemos diariamente nos dias modernos, mas faz chamados específicos com informações importantes sobre o que se espera deles como: obediência, justiça, confiança em Deus e exaltação ao Deus todo poderoso.

É fato que Deus honra e exalta, mas nenhum cristão em sã consciência deve buscar isso, mas sim a sua santa justiça.

É importante entendermos que a maior benção dada por Deus a nós seres humanos é o perdão de nossos pecados através do sangue de Jesus Cristo, seu filho!

Esse ato foi, não só a maior demonstração de amor que nos deu, como também a maior demonstração de sua infinita misericórdia.

Mas isso não é um cheque em branco para pecarmos contra seus princípios e depois vivermos como nuvens sem água, apelando para sua misericórdia. Deus dá um basta a todos que, reiteradas vezes, não ouvem sua mensagem de arrependimento.

O que tentaram fazer os dirigentes da nação de Judá, incluindo os sacerdotes diante da mensagem de juízo iminente?

Eles tentaram eliminar Jeremias, haja vista que achavam estar ele trabalhando em conluio com o rei da Babilônia. Era mais fácil para eles criarem essa fantasia do que acreditarem no juízo que viria e se arrependerem.

Jeremias 26:11 diz:

Então, os sacerdotes e os profetas falaram aos príncipes e a todo o povo, dizendo: Este homem é réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com os vossos próprios ouvidos”

Essa atitude tomada por eles em repetidas vezes é também um bom exemplo de teimosia. Quando alguém louco o bastante acha que pode impedir o agir de Deus e a sua palavra ao falar para o bem ou para o mal de um povo.

Porém, diante de tamanha ousadia e teimosia por parte daquele povo, Jeremias nos dá um exemplo de fé ao reafirmar a palavra que Deus já havia lhe dito:
Mas o Senhor está comigo como um valente terrível; por isso tropeçarão os meus perseguidores, e não prevalecerão; ficarão muito confundidos; porque não se houveram prudentemente, terão uma confusão perpétua que nunca será esquecida.
E muitas nações passarão por esta cidade, e dirá cada um ao seu próximo: Por que procedeu o Senhor assim com esta grande cidade?
E dirão: Porque deixaram a aliança do Senhor seu Deus, e se inclinaram diante de outros deuses, e os serviram. jer.22. 8,9.

Deus não sente prazer em afligir ninguém; todavia, quando o faz, é para nosso próprio bem.
Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias.
Porque não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens. Lm. 3: 32 e 33

Só Deus pode revogar as suas próprias sentenças. É o que sua palavra afirma em Jer. 22: 2,3 e 4:

Ouça a palavra do Senhor, ó rei de Judá, tu que te assentas no trono de Davi; tu e teus conselheiros, e teu povo que passa por estas portas. Assim diz o Senhor: Administrem a justiça e o direito: livrem o explorado das mãos do opressor. Não oprimam nem maltratem o estrangeiro, o órfão ou a viúva; nem derramem sangue inocente neste lugar.

Porque, se vocês tiverem o cuidado de cumprir essas ordens, então os reis que se assentarem no trono de Davi entrarão pelas portas deste palácio em carruagens e cavalos, em companhia de seus conselheiros e de seu povo.


A insistência em seguir um caminho sem considerar apelos, conselhos e advertências, pode resultar em perda de oportunidades ou em decisões mal formuladas. A teimosia pode causar conflitos no lar, no trabalho, na igreja, porque pode levar a mal-entendidos e distanciamento. É importante saber equilibrá-la com a capacidade de ouvir, aprender e se adaptar quando necessário.



Enquanto a persistência é valiosa e a fé um claro meio de agradar a Deus, é importante equacioná-las com a verdade da bíblia.

Estejamos atentos aos conselhos e apelos de pessoas honradas como nossa liderança, nosso cônjuge, pai, mãe, parentes e amigos verdadeiros, a fim de abrirmos o coração a novas formas de fazer e promover a Vontade soberana de Deus.

O coração do homem é enganoso! Mas temos a promessa de que, “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. Lm.3.22,23.


Sue Paulino
Msg em vídeo no canal @sacerdóciosanto1301
https://youtu.be/QupcE582ky8?si=inwttMXnREqYT8xd