terça-feira, 18 de junho de 2024

AGRADAR A DEUS - uma jornada de obediência e dedicação!

 


E aquele que me enviou está comigo. O pai não tem me deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. Jo.8:29

O versículo em questão mostra Jesus nos fazendo uma revelação contundente e poderosa: Ele tem a garantia da companhia e cuidado do Pai, porque faz sempre o que lhe agrada, deixando claro que a presença poderosa de Deus era condicional.

Nisso entendemos que quando Deus não se agrada da conduta e intenções de uma pessoa, é presumível que essa pessoa não tenha a beleza e alegria de sua presença.

No capítulo 33 do livro de Êxodo, é narrado que Deus informou a Moisés que não acompanharia o povo de Israel em sua jornada até Canaã devido à sua teimosia e desobediência e que designaria um anjo para acompanhá-los. Este episódio ilustra como a desobediência contínua pode nos privar da gloriosa presença de Deus.

Contudo, Moisés implora a Deus, dizendo: “Se não fores conosco, não nos deixes partir daqui.”

Ele questiona como as nações vizinhas poderiam saber que ele e o povo encontraram favor aos olhos de Deus, se não fosse pela companhia divina que os distinguiria de todos os demais povos sobre a terra (Êxodo 33:15-16).

Esses versículos destacam que a presença de Deus era o selo distintivo de que Moisés e os israelitas eram agraciados pelo Senhor, diferenciando-os de todas as outras nações. Deus atende ao apelo de Moisés, prometendo estar com eles, pois se agradou especificamente de Moisés (Êxodo 33:17).

A história de Jó é também um bom exemplo de como Deus Pai fica satisfeito e orgulhoso dos filhos que andam retamente. Relembremos o que Deus falou ao inimigo sobre esse homem: “Observaste tu ao meu servo Jó? Porque não há na terra ninguém semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal”. Jó 1:8.

O texto bíblico apresenta com nitidez o quanto Deus tem prazer nos filhos que lhe são obedientes. Aqui não se discute o amor dEle, pois é incondicional por toda a sua criação, aqui falamos de agradar, dar-lhe prazer e alegria. É um ato voluntário e de bom grado buscar como agradar a Deus. Quando agradamos ao Senhor, nos alinhamos ao Céu!

Em Jo. 3.16, a Bíblia nos diz “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Ora, aqui a passagem nos apresenta um Deus que foi capaz de sacrificar seu filho mui amado, para poder dar vida eterna a todos os que creem nEle e em seu filho. Parece que está tudo bem se “apenas crermos.” Mas não, não está tudo bem. Crer é a porta de entrada para uma vida de transformação, e essa transformação é vista através do dia a dia, na prática de atitudes as quais o Senhor espera de nós.

No batismo de Jesus no rio Jordão, Deus afirmou para todos que ali estavam: “Este é meu filho amado, em quem me comprazo”. Mateus 3.16. Ou seja, era o filho que lhe dava alegria, que O fazia ter satisfação.

O apóstolo Pedro nos afirma que Ele, Jesus, “recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido”. 2 Ped. 1.17.

Nessa passagem, o apóstolo lembra um outro evento, quando, no monte da transfiguração, Deus novamente falou o quanto sentia prazer em seu filho. Ao dizer que Cristo o deixava satisfeito e feliz, o Pai O estava honrando. E em Neemias 8:10 está escrito, na parte final do versículo, que “... a alegria do Senhor é a Vossa força”. Estando Deus satisfeito conosco, somos fortalecidos ou somos mais fortes.

É para dar a alegria a Deus que Jesus nos ensinou ser preciso fazer o que seu Pai queria. E antes que listemos o que é preciso fazer, deixemos bem claro que não é o que achamos, não é o que pensamos; mas o que a Bíblia diz que devemos fazer. Para o mundo, agradar a alguém está atrelado a quem você agrada, como agrada e por que agrada. Dessa forma, o ser humano caído vai mudar suas atitudes de acordo com quem ele deseja agradar. Os filhos de Deus só têm uma forma de agradar-Lhe: é fazendo o que Ele nos ordenou que fizéssemos.

Dessa forma, aos que criam em Jesus, ele os advertia: “Se vós permanecerdes nas minhas palavras, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Jo. 8:31-32. A libertação vem com o conhecimento da verdade e a verdade vem com a permanência nas palavras de Cristo. É algo contínuo, é uma busca contínua.

Jesus também disse: “Se me amais, guardai os meus mandamentos.” Jo: 14:15. E mandamentos, bem como exemplos, não faltam na Bíblia. O Novo Testamento, então , está repleto de contínuos ensinamentos do Senhor, não somente em palavras, mas em exemplos.

Em um desses momentos, um doutor da lei, querendo experimentar o Mestre, dirigiu-lhe a seguinte pergunta: “Qual é o grande mandamento da Lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mat. 22: 37-40.

Concluímos, então, diante dessa resposta, que não temos como cumprir os mandamentos e “sermos exemplos dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé e na pureza”, segundo está escrito em 1Tim. 4:12; se não amarmos acima de tudo e de todos a Deus e, consequentemente, nosso próximo.

Lembre -se de que Jesus é o nosso ajudador e que enviou um outro igual a Ele para sermos fortalecidos e ensinados durante toda a nossa jornada cristã. Temos a maior e melhor ajuda que é a presença do Espírito Santo. “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.” Alertou-nos o apóstolo Paulo em ef. 4:30

Se essa msg edificou sua vida, compartilhe com outras pessoas. Vamos pregar essa palavra em tempo e fora de tempo, porque Jesus está ás portas!

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Acesse a segunda parte dessa mensagem nesse blog


segunda-feira, 20 de maio de 2024

valores cristãos

 




A mensagem a seguir tem como base a leitura bíblica no evangelho de Lucas, 15:8,9,10. Que diz -

Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?

E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

Todo o capítulo quinze do evangelho de Lucas está distribuído em três parábolas, mas todas trazem uma só mensagem: algo ou alguém que se perdeu. São histórias familiares para os cristãos leitores da Bíblia. Cada uma com uma mensagem sobre resgate, arrependimento, mudança de atitude, ajuda e socorro diversos. Essas três histórias foram proferidas em resposta aos fariseus que murmuravam entre si pelo fato de Jesus estar entre publicanos e pecadores ensinando-lhes, dando-lhes atenção e mesmo comendo com eles.

O primeiro grupo era composto de cobradores de impostos, judeus que trabalhavam para Roma. Portanto, eram considerados traidores, já que cobravam de seu próprio povo para dar aos seus opressores. Os judeus eram cativos do Império Romano.O segundo grupo era composto por pessoas que não seguiam, a rigor, as leis de Moisés, além dos desviados ou combalidos como: beberrões, prostitutas, ladrões, mendigos, escravos, doentes, deficientes, etc. Com essa mensagem de perdidos e achados, Jesus mostra a essência do seu evangelho que é buscar o que se havia perdido. Glória a Deus que Ele nos achou e não desistiu de nós!

Entre as três parábolas, vamos falar sobre a segunda: cujo título é A dracma perdida. A dracma era uma moeda de prata grega equivalente ao denário romano e valia um dia de serviço no campo. Havia um costume entre as famílias em dar às mulheres um colar ou outro atavio com essas moedas, geralmente representando o dote pago do marido por ela.

Além de formalizar o compromisso dela com o noivo , era também uma forma de segurança. Caso acontecesse um infortúnio, ela, vendo-se sozinha e sem amparo, poderia utilizar os valores para recomeçar a vida ou buscar parentes.

Nessa história, Jesus apresenta uma situação na qual a mulher perde uma das moedas em sua própria casa. Qualquer pessoa que perde valores tende a buscá-los. Essa manifestação deve ser vista também em sentido espiritual e cultural. É uma situação que tem muito a ver com as crenças e educação que recebemos ao longo de nossas vidas. Nosso caráter é moldado pelos ensinamentos e influências interiores e exteriores, sejam peças naturais ou questões espirituais. A bíblia diz em Lucas 12.34. “Por isso, onde estiverem os vossos bens mais preciosos, certamente aí também estará o vosso coração.”

À medida que nos afastamos de Deus, nos aproximamos de outras fontes que possam preencher o vazio deixado por Ele. No Éden, podemos ver como o criador se relacionava com a criatura. Nosso Senhor fazia questão de ir até Adão para conversar com ele. Não era uma visita de revista ou controle, mas de conhecimento entre ambos. Imagino como a conversa entre eles tinha caráter instrutivo e de conhecimento. Adão deveria administrar o jardim e, certamente, recebia orientação do Pai.

Desde o Éden, Deus estabeleceu leis e regulamentos para orientar a humanidade. Inicialmente, proibiu o acesso à árvore do conhecimento do bem e do mal. Após a queda, sua mensagem de relacionamento com Ele e sua criação estava presente na consciência humana. Deus acompanhou a família de Adão de perto, como vemos no caso de Caim e Abel, e também quando houve o começo do culto a Ele na descendência de Sete , Gên. 4:27. Essas leis e ensinamentos refletem o cuidado divino e a busca por uma relação justa e íntima com a humanidade.

O propósito dos regulamentos divinos é orientar a humanidade, estabelecendo padrões morais, éticos e práticos para uma vida justa e equilibrada, principalmente em comunidade. Essas leis e ensinamentos refletem o cuidado de Deus protegendo-nos contra o mal e incentivando o bem. Além disso, eles apontam para a necessidade de redenção e apontam para a esperança em Cristo.

Ainda que Deus tivesse ficado em silêncio, suas obras magníficas falariam por si mesmas. Sobre isso, o apóstolo Paulo escreveu na epístola para os romanos : “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles, os que não creem em Deus, fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.” Rom. 1.20-23.

Além dessa exuberância de coisas criadas; temos, em nós, a essência de Deus. Ele fez questão de nos fazer conforme “a sua imagem e semelhança.” Gênesis 1:27. Sendo assim, o que sabemos ou nos movemos a fazer de bom é porque ainda temos esse tesouro dentro de nós. A essência do Deus único, cuja Glória os homens tentaram e tentam dar às suas invenções. Is. 42:17 deixa um alerta a quem assim procede: Tornarão atrás e confundir-se-ão de vergonha os que confiam em imagens de escultura, e dizem às imagens de fundição vós sois deuses.

Em Êxodo 19.5-6, o Senhor diz: Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo.

Também I Cor. 6. 19-20 diz: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

Diante dessa revelação, como cristãos, temos a responsabilidade de viver em santidade, separando-nos do que é contrário ao Caminho do Senhor. No mundo atual, com o crescimento do pecado e a influência de pensadores divergentes da Palavra de Deus,temos acessos a muitas oportunidades que podem nos afastar do Senhor. Embora essa mudança de rota seja bem vista e aclamada pela sociedade, devemos resistir a essas tentações para não perdermos nossos valores em casa, na igreja e na família. Jesus enfatizou que não basta apenas chamá-Lo de Senhor; é essencial fazer a vontade do Pai para entrar no reino dos céus Mat. 7:21.

O cristianismo, desde sua adoção pelo Império Romano até os dias atuais, influenciou fortemente os valores morais e éticos ocidentais. São valores como: a dignidade humana, caridade, perdão, a importância da comunidade, práticas e valores relacionados ao vestir, casar e outros costumes sociais. Muitos ainda resistem no meio da comunidade europeia e americana, embora a globalização e laicização tentem veementemente erradicar toda e qualquer cultura cristã, fazendo uso da máquina pública, da própria igreja representada pela massificação da doutrina e dos meios de comunicação. São muitos representantes do lado anti-cristão agindo na política, na cultura e na educação.

As influências contrárias à bíblia estão por todos os lados, inclusive aplaudidas ou amenizadas por lideranças pseudo-cristãs. Os cristãos são ridicularizados quando defendem a moral e os bons costumes de acordo com a bíblia. Por causa disso, muitos estão se assemelhando ao mundo na tentativa de aceitação.

Em suma, enquanto o cristianismo moldou profundamente muitos aspectos dos valores culturais ocidentais, influenciando a política, a sociedade e a família, um movimento contrário, pregando a libertação da opressão masculina e da igreja, recrutou mulheres e homens néscios, além de jovens imaturos para serem a voz retumbante dessa nova era, que propaga valores totalmente contrários ao que foi estabelecido por Deus.

É fato que houve e há abusos por parte daqueles que receberam a missão da liderança na sociedade, na igreja e na família, porém não podemos trazer um novo modelo de regência distanciado dos padrões divinos. Ao contrário, as vozes oprimidas devem buscar ser ouvidas à luz da bíblia e não longe dela.

Ainda bem que, desde a tradução da Bíblia e a vantagem de ela ser reproduzida por diversos meios gráficos; podemos, através de uma comunhão sincera com o Espírito Santo, saber o que Deus quer de nós, na condição de seus filhos. O Senhor diz em Salmos 101:6: “Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá.” Deus continua falando através de seus profetas e através de sua Palavra disponível a todo aquele que crê. E, independentemente de onde estivermos, e como estivermos nesse emaranhado de doutrinas a favor da bíblia ou contrários a ela, …”cada um dará conta de si mesmo diante de Deus.” É o que afirma sua palavra em Rom.14:12.

Portanto, devemos aprender com a parábola da dracma perdida e fazer como aquela mulher, quando acendeu a candeia que representa a Palavra de Deus - a fim de iluminar sua casa escura, guiando-a na busca dos valores que perdeu. A bíblia diz: “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra e luz para o meu caminho. quem não se guiar por, estará em escuridão total.

Aquela mulher também varreu a sua casa sombria, buscando com diligência, nos lugares menos prováveis. Isso reflete uma busca cuidadosa e detalhada, persistente e minuciosa até achar o que procurava. Essa atitude nos faz lembrar do que o Senhor diz em Jr.29.13: E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.

A expressão "buscar com todo o coração" significa dedicar-se completamente à busca espiritual e à conexão com Deus. É um ato de devoção e entrega total, onde a pessoa busca se aproximar Dele em todos os aspectos, inclinando sua alma a Ele e investindo tempo em Sua presença. Essa expressão é usada várias vezes na Bíblia, enfatizando a importância de buscar a Deus sem distrações, seja na oração, na leitura da Palavra, no jejum e devocional em grupo ou sozinho.

Jesus expressa, na parábola das dez dracmas, uma jornada que é possível empreender em busca de valores que negligenciamos ao longo de nossas vidas e , como consequência, nos afastamos dEle. Ele faz questão de ressaltar que a mulher buscou diligentemente até achar a moeda. Isto nos alerta a buscar, sem desistir, a essência do cristianismo que nasceu em Cristo e culmina para Ele. Em Rom; 11.36 está escrito: Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Vamos ampliar, pois, a nossa disposição para buscar a presença e o mover do Espírito Santo em nossa vida diariamente, e buscar, com diligência, os valores cristãos ensinados pelos pais da igreja através da bíblia, até resgatarmos esses valores.

Há mais de dois mil anos que a humanidade recebeu as Boas Novas de salvação através de Jesus e, desde o seu regresso ao Céu, que as bases do verdadeiro evangelho vêm sendo sacudidas por aqueles que desejam modificá-las ou torná-las mais atraentes para conseguir seguidores e encher as igrejas que eles chamam de suas. Mas o alerta deixado por Jesus foi que a porta era estreita e o caminho apertado. E que nós deveríamos nos esforçar para entrar por ela. Mat. 7:13-14.

Na finalização dessa mensagem, quero lhe perguntar: _Quem está por trás dos costumes, da cultura e dos modelos de vida que estão nos oferecendo dia a dia na mídia, na internet, nos filmes, e até mesmo nos grupos de estudo bíblico?

É possível reconhecer um cristão numa praia? Em um shopping? No trabalho? ou qualquer ambiente fora da igreja? Não estamos nós nos vestindo, andando e falando igual ao mundo? Como nos relacionamos com nosso cônjuge, amigos e parentes? Como cuidamos de nossa aparência interna e externa?

Para a maioria das pessoas e, principalmente para as mulheres cristãs, parece que nosso corpo não é morada do Espírito Santo, porque o estamos mostrando como objeto de desejo e concupiscência. Não nos pintamos demais, apertamo-nos demais, enfeitamos demais nossa aparência, a fim de seguirmos um padrão mundano e não o padrão bíblico?

Expomos nossa privacidade nas mídias sociais e fazemos desabafos por lá. Descrevemos os escândalos, mas não oramos por aqueles que caíram. Quantos cristãos não estão comemorando a morte de meliantes e desafetos seus escancaradamente ao invés de chorar pelas almas que se perdem para sempre? Podemos ter prazer na desgraça de quem quer que seja? Olhemos para nossa maneira de viver, pensar, vestir, andar, e ganhar nosso pão de cada dia, e perguntemos a Deus, com sinceridade e insistência, se com esse comportamento estamos lhe agradando. A bíblia nos alerta em I Cor. 10:32 “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus”. Na epístola do apóstolo Pedro está escrito no cap.1º.versículo 15: “ Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.

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Que Deus nos abençoe hoje e sempre e faça resplandecer a sua glória sobre nós, amém!

terça-feira, 14 de maio de 2024

No secreto com Deus!


A leitura bíblica dessa mensagem está no capítulo 6 do evangelho de Mateus, a partir do versículo primeiro. Que diz: Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.

O sexto capítulo do evangelho de Mateus nos ensina e exorta acerca de como Deus deseja nosso relacionamento e comunhão com Ele.Essa passagem bíblica, escrita há dois mil anos, tem tudo a ver com o universo de redes sociais e mídias em geral. Não é à toa que a Bíblia é atemporal em seus estatutos e mandamentos. E é muito clara no seu registro ao mostrar que o Pai não incentiva nem promove a exposição de seus amados em questões fundamentais para a vida espiritual de cada um.

A oração é no secreto do quarto, a esmola é no secreto do anonimato e o jejum é no secreto do coração.
Jesus deixa muito claro: Nada divulguem, a fim de serem visto, porque Deus não se agrada de tais atitudes. A consequência disso é o cancelamento do galardão tão almejado. Segundo a palavra de Deus, o galardão já foi recebido, quando se buscou louvor humano.

A vontade de se expor sempre existiu no ser humano. Alguns mais e outros nem tanto. Ser admirado, contemplado e notado faz muitos apelarem para extravagâncias. Esse tipo de conduta cresceu muito com o advento das redes sociais.

Deus, entretanto, nunca aprovou qualquer tipo de exposição, ainda mais quando se trata do momento em que nos relacionamos com Ele. Por isso o capítulo 6 do evangelho de Mateus traz uma série de advertências sobre as esmolas, a oração, o jejum, o relacionamento com Ele em geral e a forma como expomos isso ao mundo.

O Versículo 6 diz:" Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. Mateus 6.6"

Já, sobre a esmola, o Senhor diz: "Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente. Mateus 6.3,4."

É nesse secreto que buscamos a real presença de Deus e mostramos que a nossa intenção é um relacionamento sério e verdadeiro sem desejo de ser visto e aplaudido pelos homens. Jesus Cristo diz que: o Pai está em secreto, e também vê em secreto.

Tudo aquilo que Deus rejeita e determina que não seja feito é porque existe uma razão espiritual. Ainda que não seja possível entender naquele espaço de tempo ou cultura, a verdade é que Ele sabe de tudo.

- Nos últimos anos, as mídias sociais se tornaram parte essencial da vida diária de milhões de pessoas ao redor do mundo. Plataformas como Facebook, Instagram e Twitter transformaram a forma como nos relacionamos e expressamos nossa identidade.

- No entanto, essa nova era digital também trouxe consigo um fenômeno preocupante chamado de narcisismo virtual. As redes sociais moldam a percepção de nós mesmos e podem levar a um aumento do narcisismo.
O que seria afinal o narcisismo?

O narcisismo é um conceito da psicanálise que define o indivíduo que admira exageradamente a sua própria imagem e nutre uma paixão excessiva por si mesmo.  As redes sociais funcionam como uma forma de auto descrição, onde o narcisismo dá o tom da narrativa. As pessoas buscam validação, atenção e aprovação online.  A busca constante por likes, comentários e seguidores alimenta o ego e pode impactar nossa vida consideravelmente.

Um estudo recente feito por pesquisadores da universidade Swansea  no reino unido e em
Milão, na Itália, chegou à conclusão de que REDES SOCIAIS PODEM TORNAR INDIVÍDUOS NARCISISTAS.

Antes que o homem pesquisasse sobre essa questão, Deus já permitiu que a sua igreja fosse instruída sobre tais atitudes. Já que é uma armadilha para o ser humano que vai se sentir superior por ter muitos seguidores, receber muitos elogios, principalmente pelas selfies que posta.

Além disso, a constante exposição atrai gente que nutre sentimento de inveja, desejando ser igual ou superior ao que ele vê. Ao expormos a nossa vida espiritual como se fosse um advento social, incorremos na prática da autopromoção.

2 Coríntios 10:17,18 nos adverte:“Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor.
Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva.”
Alguém pode dizer que não expõe com essa intenção, mas fica a pergunta:
_ Se não tenho interesse em vender um produto, porque o coloco na vitrine?
É isso mesmo que as redes sociais são: uma vitrine!

O galardão que o cristão deseja é anulado por Deus, quando a sua busca por aprovação e aplausos humanos for maior que a obediência de estar no secreto.
Não podemos e não devemos nos mostrar em momento de intimidade com Deus, nem em momento de ajuda e trabalho ao próximo.

Deus não precisa de fotos e vídeos para vê o que fazemos. A palavra é bem clara: Ele vê em secreto!
Publicar a igreja em momento de devocional ou em momento em que se ajuda ao próximo, é buscar likes humanos. A rede social é para isso: divulgar e receber retorno.

As igrejas estão copiando o mundo exponencialmente. Já não é possível nos deleitarmos na presença de Deus nos cultos de adoração e oração, porque há, a todo momento, gente passando e fazendo fotos e vídeos, quebrando a reverência do momento e expondo a imagem de milhares de pessoas.

Cada igreja, na pessoa de seus pastores e administradores, tem lançado na mídia diuturnamente suas ações sociais, antes chamadas de “esmolas”. Talvez na tentativa de se mostrar um cristão benevolente e que faz o bem à sociedade.

Pv. 27:2 diz: “Que um outro te louve, e não a tua própria boca; o estranho, e não os teus lábios.” É outro conselho bíblico para aqueles que expõem suas ações sociais na mídia. Se outra pessoa quer fazer menção sobre as atividades da igreja, que o faça, e não a igreja que se promova. Outra situação grave e totalmente enraizada no meio cristão é a divulgação sistemática de todos os cultos.

Falta às pessoas entenderem que o culto não é um evento social. O culto é o momento de adoração a Deus e também de intimidade com Ele. E isso deve ser preservado conforme o próprio Deus instruiu: que fiquemos no secreto.
É muito triste vermos a equipe de mídia, muitas vezes composta por jovens, não participar do culto com adoração, reverência, e equilíbrio, porque esses irmãos são recrutados para o trabalho de divulgação do que está sendo feito no ambiente eclesiástico.

O que a igreja pretende com isso? Atrair desviados e descrentes? Há outras formas de fazer isso sem sacrificar o momento mais importante de nossos dias que é a adoração e culto ao Senhor.
Haverá mil justificativas para que a exposição seja feita e uma só para que não seja feita: Deus não quer! E isso basta!

A ideia do culto como um evento está tão arraigada no pensamento cristão que se copiou o mundo também na divulgação de trabalhos eclesiásticos. Fazemos cartazes com fotos de pregadores e cantores na tentativa de promover essas pessoas como atração para que crentes e não crentes venham ao culto.

A ideia é encher o templo e divulgar nas redes sociais como um evento bem sucedido. Ao invés de divergir do mundo, estamos convergindo para o mundo.

Ao usar esses meios mundanos para atrair pessoas para o culto, abrimos uma falsa concepção de que virão para assistir a um espetáculo. Dessa forma, a igreja está cheia de expectadores e não de adoradores. E, na condição de expectadores, as pessoas se sentem no direito de opinar sobre o culto, desmerecendo-o ou promovendo-o, sem atentar, entretanto, que o culto é para Deus e que é Ele que recebe ou não recebe o trabalho feito, inclusive por aqueles que criticam.
“Não se amoldem ao padrão deste mundo,” É o que a Bíblia nos alerta em romanos 12.2. Não podemos ser iguais ao mundo. E diz mais:” mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”

Entender e experimentar qual é a vontade de Deus, passa pela renovação de pensamento.
Por isso que precisamos andar na contramão do mundo e não de braços dados com o mundo.
Que revelação O Senhor nos dá, quando nos instrui a viver no secreto com Ele! Jesus Está dizendo em Mateus 6, em claro e bom som, que basta a nós chamarmos a atenção de Deus.

Todavia, nada do que fizermos deve ser porque esperamos qualquer gratificação e sim porque O amamos e devemos fazer o que a Sua palavra orienta que façamos.E a promessa é que Deus abençoará seus filhos publicamente.

Que Deus abra nossa mente e coração para entendermos e praticarmos essa palavra.

Peço que repasse essa mensagem para que outras pessoas sejam edificadas e instruídas.Canal @SacerdócioSanto1301 NO YOUTUBE, um canal de mensagens bíblicas.



Sue Paulino





A SEGUNDA MILHA: Indo além do esperado!



A leitura bíblica dessa mensagem está no evangelho de Mateus, capitulo 5, versículo 41, e diz: "Se alguém obrigar você a andar uma milha, vá com ele duas."

A expressão "segunda milha" tem origem bíblica e se refere a uma prática legal estabelecida pela antiga Roma, que exigia das pessoas subjugadas a eles a carregarem cargas por uma milha para os soldados romanos. Nos dias atuais, uma milha equivale a aproximadamente 1,6 quilômetros ou 1.600 metros.

O contexto da 2a milha era sobre o judeu e o soldado romano, o povo oprimido e o povo opressor. A lei obrigava a qualquer judeu carregar os pertences de guerra ou cargas do soldado por uma milha. Isso, além de humilhante, era algo ruim. E é nesse contexto histórico terrível, que Jesus nos ensina sobre a segunda milha, um modelo de espelho não borrado do caráter cristão.

Segundo o capítulo 5 do evangelho de Mateus, Jesus fez referência a essa norma jurídica, quando apresentava uma série de preceitos fundamentais para a vida cristã. Entre esses preceitos estava “a segunda milha.”

Imagine que você está sob o domínio de um povo hostil, que te humilha e ainda toma parte do que você tem, tanto do salário quanto de bens! Esse povo hostil resolve que você deve levar suas cargas, a pé e nas costas ou cabeça, por uma milha.

E não importa se você tem trabalho a fazer, se está doente e cansado, se pode fazê-lo naquele momento ou não. O fato é que terá que obedecer às ordens deles e servir de “meio de transporte” para a pesada bagagem do inimigo. Esse mesmo que transformou sua vida numa sucessiva montanha russa de altos e baixos.

A esse ou essa que é intragável, Jesus nos ensinou que fizéssemos além do que nos obrigavam ou nos pediam. 

A segunda milha é como se fosse um caroço espinhoso e difícil de engolir, pois nos obriga a vencer o orgulho entranhado em nós, um mal que se esconde e exala um odor desagradável, mas que não expomos nem tratamos como deveríamos.

A segunda milha é uma dose extra de tristeza, porém necessária para nos desbloquear e curar. Além disso, ela purifica nosso orgulho e corrige nossas ideias equivocadas sobre justiça.

Não há como obedecer às ordens de Jesus , se não tivermos sido transformados pelo poder do Espírito Santo. Em Mateus 5:48, está escrito: -“Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês". Isso nos mostra o quanto a vida cristã é marcada por renúncias e responsabilidades nas escolhas e conduta.

Ouvir de Jesus acerca de vários pontos da caminhada cristã e, em especial, sobre como proceder em relação a inimigos como os romanos, desfazia toda ideia dos judeus sobre justiça e juízo.

É importante considerarmos que  a verdadeira justiça é exclusividade de Deus. Assim afirma o salmista:

“O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de justiça é o cetro do teu reino.” Salmos 45:6.

Diante disso chegamos à conclusão de que a justiça humana jamais se comparará à justiça de Deus. Só Ele conhece tudo e sabe de tudo e é impossível enganá-lo. Por isso, quando Ele age, sabemos que fez por causa da sua incomparável justiça. Os judeus queriam ser libertos de seus opressores romanos, e isso aconteceu, todavia somente no tempo de Deus.

Jesus nos ensinou a fazermos sempre mais do que é esperado de nós. Veja e ouça o que está escrito em Mateus 5:46-48: Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso!
E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso!

Nada é possível fazermos de nós mesmos, entretanto nosso Salvador disse que não nos deixaria só, quando retornasse ao Pai Celeste. Em Jo. 14:16-17, Ele prometeu enviar outro igual a Ele para nos ajudar na caminhada cristã. E esse ajudador vive entre nós e está em nós e se chama Espirito Santo. Portanto é vivendo em comunhão com Ele que somos transformados dia após dia e capacitados a cumprir tão espinhosa diretriz.

A finalização do capítulo 5 do evangelho de Mateus não nos aponta outra alternativa se não: "Amar nossos inimigos, bendizer os que nos maldizem, fazer bem aos que nos odeiam, e orar pelos que nos maltratam e nos perseguem. Mateus 5: 44.

"O ato de amar é a manifestação do sentimento de amor, e é visto através da combinação de ações e sentimentos como empatia, afeição, carinho, paixão e altruísmo. O amor nos une e traz um profundo e significativo enriquecimento às nossas vidas.” Bendizer significa falar bem, elogiar, enaltecer.
E orar é o maior e mais profundo meio pelo qual abençoamos alguém.

E aí? está disposto ou disposta a elogiar e enaltecer quem só fala mal de você?
Está disposto ou disposta a fazer somente o bem para aqueles que odeiam você?
Está disposto ou disposta a elevar suas mãos aos céus e pedir bênçãos da salvação para aqueles que perseguem você?
Sabe por qual motivo Jesus nos instruiu a agirmos assim?

Em Mateus 5:44, Ele diz que devemos agir assim: para que sejamos filhos do nosso Pai que está nos céus; Em outras palavras, Nosso Senhor está dizendo que devemos agir como Ele próprio agiu em relação aos seus perseguidores"

Encerro essa mensagem lhe pedindo que não desista de parecer com Jesus. Insista em agradar ao Pai, obedecendo à sua Palavra. Não se acomode ao evangelho triunfalista pregado por pessoas que não têm compromisso com a Verdade.

O caminho para o céu é bem estreito, a porta de entrada para esse caminho é mais estreita ainda. Todavia somos mais que vencedores em Cristo Jesus.

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domingo, 2 de maio de 2021

MEUS FILHOS, HERANÇA DO SENHOR!

(Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Salmos 127. 3)


Faz algum tempo que li uma história bastante comovente e com aspecto de veracidade. Não sei  se era uma parábola ou uma narrativa verídica. Mas me marcou muito. Deus tem seus planos e, da mesma maneira que fui impactada pela mensagem, acredito que outros foram e serão. Vou tentar contar o que lembro. Perdoem-me se deixar escapar algum detalhe. 


Certo pastor precisou se afastar de sua casa durante um tempo, por causa da obra que realizaria para Deus. Ele partiu em uma viagem missionária, com data certa para retorno. Era conhecido em sua cidade, tinha esposa e dois filhos aparentemente tementes a Deus. Não era fácil, na época, a comunicação por mensagem de qualquer maneira. Por isso, ficou sem saber de uma tragédia que acometeu sua família. Um acidente  levou seus dois filhos de uma vez só. A esposa passou por toda a situação sem poder contar com o consolo de seu amado marido. 

Entretanto, passados alguns dias, e ela vendo que se aproximava  a chegada dele, passou-lhe a pesar no coração a reação que poderia ter seu esposo, ao saber da morte súbita de seus filhos. Então ela orou a Deus, pedindo-lhe sabedoria para dar-lhe aquela notícia triste. E o Senhor a ouviu e instruiu seu coração. 

Chegando seu esposo no dia marcado, logo percebeu as marcas de sofrimento no olhar e rosto da esposa e quis saber o que a atribulava. Não perguntou de imediato pelos filhos. A mulher, então, lhe respondeu. “ Enquanto você estava distante, fiquei por guardiã de duas joias preciosas. Um amigo me confiou. Me apeguei demais a elas; mas, há alguns dias, ele me pediu as joias de volta e eu não quis entregá-las. Por isso essa angústia em meu coração.” O pastor, homem íntegro e sincero, não achou correta a atitude da esposa e tentou convencê-la da situação errônea em que se metera. E lhe disse “ Minha querida, as joias não são suas. Você recebeu algo para cuidar, porque certamente essa pessoa viu em você  as qualidades necessárias para assim o fazer. Não podemos ficar com o que não é nosso.” E pediu que ela fosse buscar as joias para que ele junto com ela fosse entregá-las. A esposa começou a chorar e disse ao seu marido: “ As joias a que me refiro são nossos filhos! O Senhor os tomou para si!”. 

O  pai dos jovens ficou atônito, sua reação foi de choro. Abraçou a esposa e  chorou amargamente! Mas orou a Deus e disse-lhe: “Obrigado por confiar a nós aqueles dois tesouros. Sei que pertencem a ti e nós apenas estávamos tomando conta. Espero ter cumprido bem a missão.”

Ufa! Que história não é mesmo? Ela nos faz lembrar do versículo que está em Jó 1.21,22:E disse: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor. Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.”

Como está escrito em salmos 127:3, nossos filhos são herança do Senhor! Eles foram dados a nós para cumprirmos a missão de pais. E Deus ainda nos instruiu como devemos conduzi-los nessa jornada chamada vida. A questão é que nos apossamos de nossos filhos como se fossem nossa propriedade e queremos, muitas vezes, que eles sejam os melhores em tudo. Somos capazes de brigar por eles, mover céus e terra para que vivam bem. Sacrificamos o que for necessário para o vê-los felizes. Já  outros pais agem opostamente; renegam seus filhos, deixam que passem necessidade, tratam-nos como se fossem seus objetos, exigindo isso ou aquilo. Algumas mães tentam assassiná-los no ventre, outras o exibem como troféu. Lembram da história de Ana e Penina, a primeira foi a mãe do profeta Samuel? Penina humilhava Ana por esta não ter o que ela tinha, no caso, filhos e filhas. 

A Bíblia registra assim o episódio: “ E a sua rival excessivamente a provocava, para a irritar; porque o Senhor lhe tinha cerrado a madre. E assim fazia ele de ano em ano. Sempre que Ana subia à casa do Senhor, a outra a irritava; por isso chorava, e não comia.1 Sam. 1:6,7.

Ano após ano Ana era humilhada pela sua rival. Um mal exemplo que não podemos seguir. A Bíblia diz que era excessivamente. Penina extrapolava no desdém. Até o dia em que Deus resolveu mudar aquela situação. Ana, quando recebeu a benção, entendeu que o que recebera não lhe pertencia, e dedicou seu filho a Deus, devolvendo-o, ou seja, ela o levou para servir a Deus no tabernáculo, o lugar onde estava a arca do Senhor! A arca da Aliança.  

Confira 1Sam.1:22,23.“Quando o menino for desmamado, então o levarei, para que apareça perante o Senhor, e lá fique para sempre. E Elcana, seu marido, lhe disse: Faze o que bem te parecer aos teus olhos; fica até que o desmames; então somente confirme o Senhor a sua palavra. Assim ficou a mulher, e deu leite a seu filho, até que o desmamou.” 

Que decisão difícil! Samuel foi criado em um ambiente austero e cheio de maus exemplos, porque o sumo sacerdote da época, chamado Eli,  tinha dois filhos, Ofni e Finéas, homens de belial, levianos e desobedientes às leis do Senhor. Mas Samuel cresceu em obediência a Deus e se tornou um dos maiores profetas e sumo sacerdote de Israel. Tanto é que há dois livros na Bíblia com seu nome, sua história e trajetória. 

Entretanto, a família que Samuel teve também não parecia ser obediente a Deus. Seus filhos  , ao que parece, foram corrompidos pelo sistema. Veja a passagem bíblica que se encontra em 1Sam. 8:1-5. “E sucedeu que, tendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel. E o nome do seu filho primogênito era Joel, e o nome do seu segundo, Abia; e foram juízes em Berseba. Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele, antes se inclinaram à avareza, e aceitaram suborno, e perverteram o direito. Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações.” 

Às vezes, ouço pregações nas quais os pais são acusados de negligência pela queda espiritual dos filhos, ou são louvados pelo sucesso espiritual deles. Acredito que muitos pais se esforçam por vê-los servindo a Deus, castigando-os, fustigando-os para estarem na casa do Senhor. Outros tentam esconder os deslizes dos filhos, protegendo-os nas coisas erradas, “fazendo vistas grossas” diante das atitudes deveras reprováveis. Parece que não há uma receita pronta que possamos aplicá-la para que eles enveredem pelos caminhos do Senhor e não sejam apenas frequentadores de igreja, e sim, verdadeiros adoradores.  

Gostaria muito de deixar uma receita aqui para todos que estiverem lendo essa palavra, porém não a tenho. A Bíblia está repleta de exemplos de pais obedientes e filhos desobedientes, ou filhos obedientes e pais desobedientes. Ou irmãos diferentes que seguiram caminhos diversos, uns servindo a Deus outros inclinando-se aos ídolos e ao sistema mundial da época. Saul e Jonatas, Davi e seus filhos, Samuel e seus filhos, Eli e seus filhos, Jesus e seus irmãos, só para citar alguns  exemplos. 

O que posso dizer a você? Não desista de seus filhos! Você não gerou filhos para o inferno. Creia, creia, creia. Insista, insista, insista em instruí-los. Ore, ore, ore e nunca desfaleça. Eles pertencem a Deus e o Senhor pode se revelar a cada um segundo o endereço de cada coração. Isso mesmo! O coração das pessoas tem um endereço que só o Espírito Santo conhece. Mas nunca se esqueça de que você, depois de Jesus, é o maior exemplo para seus filhos. Investigue-se se seu prazer na salvação deles é zelo e amor pela alma de cada um ou uma satisfação que deseja dar à sociedade eclesiástica. Seja sincera ou sincero consigo mesmo(a) e peça sabedoria ao Senhor para orar por  eles. 

Sue Paulino

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Em busca de valores cristãos perdidos

[...] Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. (Lucas 15:8-10)

O capítulo 15 do evangelho de Lucas está distribuído em três parábolas, cuja mensagem é uma só: algo ou alguém que se perdeu. São histórias familiares para os cristãos leitores da Bíblia.  Cada uma com uma mensagem sobre resgate, arrependimento, mudança de atitude, ajuda e socorro diversos. Essas três histórias foram proferidas em resposta aos fariseus que murmuravam entre si pelo fato de Jesus está entre publicanos e pecadores ensinando-lhes, dando-lhes atenção e mesmo comendo junto a eles. 

O primeiro grupo era composto de cobradores de impostos,  judeus que trabalhavam para Roma. Portanto, eram considerados traidores, já que cobravam de seu próprio povo para dar aos seus opressores. Os judeus eram cativos do Império Romano. O segundo grupo era composto por pessoas que não seguiam, a rigor, as leis de Moisés, além dos desviados ou combalidos como: beberrões, prostitutas, ladrões, mendigos, escravos, doentes, deficientes, etc.

Nessa mensagem, vamos falar sobre a segunda parábola: A dracma perdida. A dracma era uma moeda de prata grega equivalente ao denário romano e valia um dia de serviço no campo. Havia um costume entre as famílias em dar às mulheres um colar ou outro atavio com essas moedas, geralmente representando o dote pago pelo marido por ela.

    Além de formalizar o compromisso dela com o noivo ou marido, era também  uma  forma de segurança.  Caso ocorresse um infortúnio;  ela, vendo-se sozinha e sem amparo, poderia utilizar os valores para recomeçar a vida ou buscar parentes. 

    Nessa história, Jesus cria uma situação: a probabilidade de a mulher perder uma das moedas e como ela reagiria e agiria em torno da situação. Sendo uma moeda que representava tantas coisas, além do valor monetário em si, a mulher: acende a candeia, varre a casa e busca com diligência até a achar. 

    As casas da época, e levando em consideração as condições financeiras das pessoas, provavelmente era sem muita iluminação, de chão batido ou chão de areia. É fato que ela estava atenta à sua peça de valor e o que ela representava em sua vida. Sendo assim, precisava encontrar o que havia perdido. E o tema dessa mensagem é “buscando valores cristãos perdidos”. Valores, no sentido espiritual e cultural, têm muito a ver com as crenças e  educação recebidas pelas pessoas. Nosso caráter é moldado pelos ensinamentos e influências interiores e exteriores, sejam espirituais ou carnais. [...] “Por isso, onde estiverem os vossos bens mais preciosos, certamente aí também estará o vosso coração.” (Lucas 12:34)

    À medida que nos afastamos de Deus, nos aproximamos de outras fontes que possam preencher o vazio deixado por Ele. O homem foi criado especialmente para ser “amigo” do Senhor e também ter comunhão com Ele. No Éden,  o Criador fazia questão de ir até Adão conversar com ele. Não era uma visita de revista ou controle, mas de conhecimento entre ambos. Por ser o Criador, por ser o Supremo, o Grande e Absoluto, Deus conhece o que é melhor ou não para nós, já que somos  criaturas suas; e depois, feitos filhos seus. Por essa razão, O Senhor nunca nos deixou sem leis, sem regulamentos, sem ensinamentos. Ainda que Ele tivesse ficado em silêncio desde a queda do homem no jardim, suas obras magníficas falariam por si mesmas. O aposto Paulo escreveu aos romanos: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.” (Rom. 1. 20-23)

    Além dessa exuberância de coisas criadas; temos, em nós, a essência de Deus. Ele fez questão de nos fazer conforme “a sua imagem e semelhança.” Gn. 1.27. Sendo assim, o que sabemos ou nos movemos a fazer de bom é porque ainda temos esse tesouro dentro de nós. A essência do Deus único, cuja Glória os homens tentaram e tentam dá-La às suas invenções. 

    Quem tem um encontro verdadeiro com Cristo percebe o quanto a experiência é única e confortadora. Na primeira carta de Paulo aos coríntios, ele nos adverte sobre o que somos e de quem somos ao tomarmos a decisão de sermos cristãos: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: ‘Ele apanha os sábios na sua própria astúcia.’ E outra vez: ‘O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos.’”(I cor.3.16-20) 

Como propriedade particular de Deus, é-nos dada a incumbência de vivermos em santidade, ou seja, em separação de tudo aquilo que é contrário ao Caminho do Senhor. Por isso, nos dias atuais, com o crescimento do pecado, da abundância de “intelectuais e pensadores” e  meios lícitos de propagação da impiedade,  o cristão vê-se diante de uma gama de oportunidades que podem levá-lo para distante de seu Senhor e “sujar’ o templo, que deve ser “limpo e arrumado” de conformidade com o desejo do seu Dono. Jesus afirmou: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 7:21) 

Como conhecer e reconhecer a vontade de Deus? 

    Ainda bem que, desde a tradução da Bíblia e a vantagem de ela ser reproduzida por diversos meios gráficos; podemos, através de uma comunhão sincera com o Espírito Santo, saber o que Deus quer de nós, na condição de seus filhos. “Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá.”( Salmos 101:6). Quem pode entender isso? Quem está preocupado verdadeiramente com isso? Há tantos mestres nos ensinando! Cada um tem uma receita ou opinião, e até mesmo usa passagens bíblicas para justificá-las. Não podemos deixar a responsabilidade de nossa conduta nas mãos de ninguém, “porque cada um dará conta de si mesmo diante de Deus.” (Rom. 14:12)

    Portanto, aprendamos com a parábola da dracma perdida e façamos como aquela mulher: acendendo a candeia que é a Palavra de Deus ( pois é ela que deve ser o seu parâmetro de vida), varrendo com dedicação  a nossa casa interior em busca daquilo que nos mantém em comunhão e jogando fora o que não nos edifica, para isso amplie  a presença e o mover do Espírito Santo em sua vida diariamente,  e busque, com diligência, os valores cristãos ensinados pelos pais da igreja até a achar. Buscar com diligência é fazer com esmero, com cuidado, com detalhe e foco. Não acredite nas fábulas que estão tentando nos passar. Só há uma forma de ver o Senhor e participar com Ele das Bodas do Cordeiro: é a santidade! (Hebreus 12:14).  

Há mais de dois mil anos que a humanidade recebeu as Boas Novas de salvação através de Jesus e, desde a sua subida, que as bases do verdadeiro evangelho vêm sendo sacudidas por aqueles que desejam modificá-las ou torná-las mais atraentes para conseguir seguidores. Mas o alerta  deixado por Jesus foi que a porta era estreita e o caminho apertado. (Mateus 7:13,14) E que nós deveríamos nos esforçar por passar por ela. 

Há mais de dois mil anos que somos chacoalhados por inúmeras culturas e costumes, por pontos de vista e modelos basilares para nossas vidas, daí vem a pergunta: _ Quem tem razão? Por que tantas divergências em doutrinas e ensinamentos? Quem está enganado ou está enganando? Vejam a doutrina nas epístolas e nos ensinamentos nos evangelhos, não há como deturpar, se quisermos realmente andar na Verdade. Reveja e estude ponto por ponto sobre as obras da carne enumeradas pelo apóstolo Paulo na epístola aos Gálatas, capítulo 5. Peça a Deus discernimento sobre o andar no Espírito para, só assim, não cumprir com os desejos da carne.  

Repense: quem está por trás dos costumes, da cultura, dos modelos de vida que estão nos oferecendo dia a dia na mídia, na internet, nos filmes, até mesmo nos grupos de estudo bíblico? É possível reconhecer um cristão numa praia? Em um shopping? No trabalho? ou qualquer ambiente fora da igreja? Como nos relacionamos com nosso cônjuge, amigos, parentes? Como cuidamos de nossa aparência interna e externa? Parece que nosso corpo não é morada do Espírito Santo, porque o estamos mostrando como objeto de desejo e concupiscência. Expomos nossa privacidade nas mídias sociais e fazemos desabafos por lá. Descrevemos  escândalos, mas não oramos por aqueles que caíram. Quantos cristãos não estão comemorando morte de bandidos e desafetos seus escancaradamente? Podemos ter prazer na desgraça de quem quer que seja? Olhe para sua maneira de viver, pensar, vestir,  andar, ganhar seu pão de cada dia e pergunte a Deus, com sinceridade e insistência, se com esse comportamento você está Lhe agradando. “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus”. (1cor. 10:32). 

Acendamos a luz, varramos a casa, busquemos com diligência até acharmos o que temos perdido ao longo das nossas vidas e nos tem feito vivermos sem a plenitude do Espírito! “ Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver;(1 Pedro 1:15). 


Sue Paulino


quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Aprendendo com o Espírito Santo a agradar ao Senhor

E aquele que me enviou está comigo. O pai não tem me deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. Jo:8.29

 

        O versículo em questão mostra Jesus nos fazendo uma afirmação contundente e, ao mesmo tempo preocupante. Contundente porque é uma revelação bastante clara e forte; preocupante porque nos leva a uma reflexão muito séria: O que fazer para agradar a Deus? 

Veja! O Pai, o Deus grande e misericordioso, santo e justo; não deixava Jesus sozinho, “porque ele fazia sempre o que lhe agradava.” Ou seja, Cristo lhe causava satisfação, correspondia à expectativa do Pai. É a essa interpretação  que o verbo agradar representa  nesse contexto.  

Um pai ou mãe que tem orgulho do caráter e atitudes do filho ou da filha externa essa alegria. Tem prazer em dizer aos demais os feitos desses filhos. Não é que esses pais amem mais seus filhos. O amor é uma planta bastante frondosa no coração deles; mas, quando esses filhos fazem o que é certo, demonstram fé, atitudes corretas, são esforçados, estudam, ajudam e tratam os pais com zelo e respeito; não sendo apenas de aparência, é lógico que ficamos satisfeitos. Por isso que a Bíblia nos ensina que o mandamento “ Honre pai e mãe” é o primeiro mandamento com promessas. “ para que te vá bem e seus dias sejam prolongados sobre a terra que o Senhor te dá.”Êx. 20.12; Ef. 6.2. 

E Jesus era assim, pois honrava o pai em suas atitudes, andava pelas veredas que Ele havia lhe destinado e venceu todas as provas, porque sabia que seu pai estava com Ele em todos os momentos. Por falar  em satisfação, lembremos da história de Jó como exemplo. O que Deus falou a Satanás sobre esse homem: “Observaste tu ao meu servo Jó? Por que não há na terra ninguém semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal”. Jó 1:8. Veja como Deus tem prazer nos filhos que lhe são obedientes. Aqui não falamos de amor, pois o amor de Deus por toda a sua criação é incondicional, aqui falamos de agradar, dar-lhe prazer e alegria. 

Em Jo. 3.16, a Bíblia nos diz  “Deus amou o mundo de  tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Ora, aqui a passagem nos apresenta um Deus que foi capaz de sacrificar seu filho mui amado, para poder dar vida eterna a todos os que creem nEle e em seu filho. Parece que está tudo bem se “apenas crermos.” Mas não, não está tudo bem. Crer é a porta de entrada para uma vida de transformação, e essa transformação é vista através do dia a dia, na prática de atitudes que o Senhor espera de nós. 

No batismo de Jesus no rio Jordão, Deus afirmou para todos que ali estavam: “Este é meu filho amado, em quem me comprazo”. Mateus 3.16.  Era o filho que lhe  dava alegria, que O fazia ter satisfação. O apóstolo Pedro nos afirma que  Ele, Jesus, “recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido”. 2Ped. 1.17.  Nessa passagem, o apóstolo relembra  um outro evento, quando, no monte da transfiguração, Deus novamente falou o quanto sentia prazer em seu filho.  Ao dizer que Cristo o deixava satisfeito e feliz, o Pai O estava  honrando. E em Neemias 8:10 está escrito, na parte final do versículo, que “... a alegria do Senhor é a Vossa força”. Estando Deus satisfeito conosco, somos fortalecidos, ou somos mais fortes. 

E para dar essa alegria a Deus, Jesus nos ensinou que era preciso fazer o que seu Pai queria. E antes que listemos o que é preciso fazer, deixemos bem claro que não é o que achamos, não é o que pensamos; mas o que a Bíblia diz que devemos fazer. Para o mundo, agradar a alguém está atrelado a quem você agrada, como agrada e por que agrada.  Dessa forma, o ser humano caído vai mudar suas atitudes de acordo com o personagem escolhido. Os filhos de Deus só têm uma forma de agradar-Lhe: é fazendo o que Ele nos ordenou que fizéssemos. 

Aos que criam em Jesus, ele os advertia: “Se vós permanecerdes nas minhas palavras, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Jo. 8:31-32. A libertação  vem com o conhecimento da verdade e a verdade vem com a permanência nas palavras de Cristo. É algo contínuo, é uma busca contínua. 

Jesus também disse: “Se me amais, guardai os meus mandamentos.” Jo: 14:15. E mandamentos, bem como exemplos, não faltam na Bíblia. Vão desde os dez mandamentos, dados a Moisés no Monte Sinai, aos ensinados por Jesus no evangelho de Mateus capítulos 5, 6 e 7, também temos os ensinamentos dos apóstolos nas epístolas de Romanos a João.   O Novo Testamento está repleto de  contínuos ensinamentos do Senhor, não somente em palavras, mas em atitudes. O exemplo nos foi dado na prática. 

Em um desses momentos, um doutor da lei, querendo experimentar o Mestre, dirigiu-lhe a seguinte pergunta: “Qual é o grande mandamento da Lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mat. 22: 37-40.

Concluímos, então, diante dessa resposta, que não temos como cumprir os mandamentos e “sermos exemplos dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé e na pureza”, segundo está escrito em 1Tim. 4:12; se não amarmos acima de tudo e de todos a Deus  e, consequentemente, nosso próximo. 

Sabendo que não teríamos como assim fazê-lo sem ajuda divina por causa do pecado que está em nós, Jesus prometeu que não nos deixaria só; mas enviaria um consolador, cujo nome em hebraico é parakletos , O Espírito Santo. Esse nome significa: aquele que consola ou conforta; aquele que encoraja e reanima, aquele que revive; aquele que intercede em nosso favor como um defensor numa corte. “...o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João 14:26

Portanto, meus amados irmãos e irmãs, estejam atentos à voz do Espírito Santo. Todos os dias Ele está nos ensinando através da Palavra de Deus, através de hinos inspirados, através da tristeza que vem ao nosso coração, quando o desagradamos, enfim, é através da comunhão com Ele que poderemos agradar e produzir frutos dignos de arrependimento. 

O apóstolo Paulo nos adverte em efésios 4: 31 e 32 o seguinte:   “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.  Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós.  Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.”

O inimigo de nossas almas tem muitos métodos e meios para nos enganar:  músicas mundanas, filmes não adequados ao modo de vida cristã,  o encanto de bons momentos com amigos que não têm o mesmo compromisso com a Palavra, entre outras coisas mais.  A cultura mundana é atrativa e ouvimos todos os dias: “ isso não tem nada a ver”, “ o importante é sermos felizes”. Quando as mentiras dele conseguem nos enganar, ficamos vulneráveis ao seu poder. Mas, se resistirmos firmes na fé, venceremos as tentações e todos os dias daremos alegria a Deus e Ele certamente terá prazer em dizer, não mais a Satanás, mas aos seus anjos e Cristo: Este é um fiel e minha alma tem prazer nele. 

Em 1Ped. 1:15,16, está escrito: “Mas, como é santo aquele vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto está escrito: ‘Sede santos, porque eu sou santo.” Esteja atento (a) à mensagem: é em toda a vossa maneira de viver. Tudo quanto atrapalhar sua comunhão com Deus e o agir do Espírito Santo em seu interior deve ser anulado de sua vida. Amar a Deus  de todo o  coração, e de toda a  alma, e de todo o  pensamento é um amor inequívoco, incomparável e inegociável. 

Da mesma forma que alegramos a Deus, também podemos deixá-lo triste. E quando isso acontece? Quando pecamos deliberadamente, quando sabemos que o desagrada, quando colocamos nossas prioridades acima das prioridades do reino. Quando damos mau exemplo e o evangelho é ridicularizado por causa das nossas atitudes. 

“Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno. Mateus 18:6-9. 

Não perca tempo com as coisas passageiras, apresse-se em andar na presença do altíssimo em santidade e novidade de vida. Esteja sempre sedento em andar na sua verdade. Se pecar, arrependa-se, conserte sua vida e não resista ao Espírito Santo. Ele está aqui para ajudar você. 

“Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. Onde vossos pais me tentaram, me provaram, E viram por quarenta anos as minhas obras...

Por isso me indignei contra esta geração, E disse: Estes sempre erram em seu coração, E não conheceram os meus caminhos. Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu repouso. Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo...

Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.” Heb. 3: 7- 14. 


Sue Paulino